
O Impacto das Telas no Controle Inibitório e no Foco Infantil
janeiro 6, 2026Cansado de repetir a mesma coisa todo santo dia?
fevereiro 16, 2026Olá! Sou Teresinha Lira, sua neuropsicopedagoga, e hoje quero conversar com você sobre os quatro períodos do desenvolvimento infantil propostos por Jean Piaget. Compreender essas fases é fundamental para ajustarmos nossas expectativas e intervenções às reais capacidades cognitivas da criança em cada etapa. No consultório, vejo como esse olhar teórico transforma a prática clínica, permitindo que cada estímulo seja oferecido no momento oportuno do amadurecimento biológico e psíquico.
O primeiro estágio, o sensoriomotor, ocorre do nascimento até os dois anos, onde a criança conhece o mundo através das sensações e movimentos. Em seguida, entramos no período pré-operatório, marcado pelo surgimento da linguagem e do pensamento simbólico, embora ainda centrado no egocentrismo. É uma fase rica em ludicidade, onde o “faz de conta” domina as interações, exigindo de nós, mediadores, uma escuta atenta e paciência para lidar com as percepções ainda intuitivas do pequeno.
A partir dos sete anos, a criança ingressa no estágio das operações concretas, desenvolvendo a capacidade de realizar raciocínios lógicos sobre situações reais e tangíveis. Segundo Piaget, é aqui que conceitos como reversibilidade e conservação se consolidam, permitindo uma aprendizagem escolar mais estruturada e socializada. O foco deixa de ser apenas o eu, e as regras dos jogos começam a fazer sentido coletivo, o que é um grande marco para a convivência em grupo.
Por fim, chegamos ao período das operações formais, que geralmente se inicia na pré-adolescência, por volta dos onze ou doze anos de idade. Nesta fase, o pensamento torna-se abstrato, permitindo que o jovem trabalhe com hipóteses, teorias e possibilidades que vão além do mundo físico imediato. É o momento de maior refinamento cognitivo, onde a capacidade de reflexão crítica se expande, preparando o indivíduo para os desafios complexos da vida adulta e acadêmica.
Entender essa progressão nos ajuda a respeitar o tempo de cada aprendente, evitando cobranças excessivas que podem gerar frustração e bloqueios emocionais severos. Como neuropsicopedagoga, reforço que cada degrau é essencial para a construção de uma base intelectual sólida e saudável. E você, consegue identificar em qual dessas fases seu filho ou aluno se encontra no momento? Compartilhe sua experiência nos comentários para trocarmos figurinhas sobre esse tema tão fascinante!



